domingo, 15 de abril de 2007

Dois sabores diferentes,...

Quando um mesmo capítulo tem duas histórias o escritor fala das duas como uma só. Pensa que pode enganar o mundo e achar que pode ver somente aquilo que deseja. Caríssimos, lamento informar-vos mas, o escritor pode fazê-lo. Já eu, na minha simplicidade de ser simples e complexo, nada mais posso fazer que mostrar-te o lado que queres ver. Consigo separar as duas histórias mas não deixar de vivê-las.



Uma é a história de um poeta capaz de interpretar o Camões prometido e dizer que “ditoso seja” eu por te amar. Um poeta de amores.




Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.


Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.


Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.


Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.

Luís de Camões



Outra é a história do teu amigo, B., que é capaz bater e pé e…



Acabaste por não vir almoçar comigo. Chegaste tinha eu acabado o sumo natural de laranja e ananás. Uma mistura agradável mas diferente. Dois sabores diferentes, como nós. Tu introvertido muito calado e eu, por outro lado, sempre pronto a proclamar problemas, novidades e fúteis assuntos.


Hoje vou a tua vez… a dos dois… Falámos, desabafámos, digerimos alguns assuntos e conseguimos perceber que afinal o que faltava em mim era simplesmente encostar-te à e dizer “Merda, B., se não confiar-mos um no outro ao ponto de separar-mos o ‘eu amigo’ do ‘eu apaixonado’ não nos vamos entender como amigos nem passar esta fase de eu não falo contigo sobre isto ou aquilo porque te amo e tu não falas comigo sobre isto ou aquilo porque te amo.


Conseguimos ultrapassar essa fase mutuamente e chegar-mos à conclusão que podemos ser bons amigos embora seja para qualquer um de nós difícil de esquecer o que sinto por ti.







E também foi um bom passeio. Tivemos ali daquele lado. Bem giros os cães.





Adeus “nevoeiro”. A cor de hoje foi o vermelho. Afinal tu escolheste a cor. À tarde – Vermelho Lion of Porches! À noite – Vermelho Gant! Vermelho…








Obrigado...

=)

7 comentários:

Anónimo disse...

eu sobre este assunto n tnh grande coisa a dizer..

como tu disseste eu axo k voces juntos conseguem ultrapassar esse promenor desde k n deixem de ser amigos como de antes..

bjo gnd.. ptt bem

fika bem

xaau

Marta disse...

O amor...
Sempre foi um tema complicado de ser analisado e exposto. Desde sempre que há visões muito diferentes relativamente ao estado de espírito dos apaixonados, que ora são boas (deve haver sempre uma chama de esperança) ora são menos boas (não vale a pena lutar por um amor impossível).

Embora isto seja simples de explicar, não considero simples de se sentir. Compreendo que não consigas deixar de viver as duas histórias, já que são bastante diferentes. Mas separá-las já é bom...

Beijinhos * ;)

O que te vai na alma!! disse...

Sim foi bom pk deu pra falar e entender certos assuntos..

abraço sr hugo

Nuno disse...

Vi o teu comment no meu blog e resolvi passar por aqui...
Concordo perfeitamente com a marta. Isto de amor varia de dia para dia, de pessoa para pessoa, de minuto para minuto. Num minuto digo que amor não existe no outro estou 'apaixonado'.
Abraço...

Nuno disse...

Resolvi passar outra vez. :D
bem é só mesmo para deixar o meu contacto do messenger nunito_6_7_6@hotmail.com . Fica bem, abraço.

Martinha disse...

Criei uma coisa destas.
^^
Beijinhos *

pedropina disse...

....hum....ainda estou a pensar sobre o k li....


hug

p.p.