segunda-feira, 15 de outubro de 2007

um sítio chamado nosso

(peço, desde já desculpa por possíveis erros mas não reli o texto. A culpa é do Nuno!)



A tua mãe ligou-me para ir mos jantar lá a casa. E íamos. Tu depois de saíres da loja, eu depois da reunião com os espanhóis. Ias chegar bem antes de mim porque o teu turno acabava às seis da tarde.





Quando chegou à casa amarela da Rua do Carmo lá estava a tua mãe de volta da cozinha. Foi o teu irmão que me veio abrir a porta e fugiu de novo a correr. Estive um pouco com a tua mãe na cozinha, sempre simpática – foi a ela que foste buscar a simpatia. Depois daquele bom bocado de conversa fui até ao quarto do teu irmão. Nada. Subi até ao teu antigo quarto – estava sempre tudo na mesma: O edredon azul, a escrivaninha aberta com as tuas coisas sempre dispostas na mesma posição. – mas também não estavas lá, mas agora ouvia-se o barulho de duas crianças divertidíssimas com a bola que no chão batia. Abri a janela e espreitei para o pátio. Lá estava o Tiago a correr atrás de ti que levavas a bola de basket até ao cesto onde, para o fazeres feliz, acabavas por deixar que te apanhasse e fugisse com a bola para o outro lado. Ele, com os seus 12 anos a correr com o maior dos sorrisos a iluminar-lhe a fronte. Tu, com os teus divertidos 23 anos a fazê-lo matar as saudades da pessoa que até então sempre tinha um bocadinho para ele, para dar uns pulos e umas corridas com ele. Depois vim eu e conquistei-te, levei-te para um sítio chamado nosso.

Foi quando caíram os dois, tu e o teu irmão, que finalmente me viste cá em cima, na janela do teu quarto, nos meus últimos segundos: A tua mãe está a chamar para jantar. Frango assado no forno.


2 comentários:

Martinha disse...

Não me pareceu que o texto tivesse erros. E até está interessante. ^^
Beijo *

António Martins disse...

Este site é um excelente registo literário. Segue em frente, tens talento e muita criatividade.

Um abraço