sábado, 11 de agosto de 2007

Desejos e Ensejos - Cap. V - Preciso de ti...

[Nota do Autor: Depois de varias tentativas furadas de terminar esta série de texto e depois de ter prometido a alguns amigos que acabaria a estória neste quinto capítulo decidi pedir-vos desculpa pela demora e por ainda não ser desta que acabo. Ao som de Total Eclipse of the Heart numa (ou duas) versão (versões. E eram três!!) dos Westlife (Agora reduzidos a quatro.) acabei o quinto capitulo com a promessa do capitulo final para breve. Aceito sugestões.]








Era manhã. Gabriel ainda dormia. Era o dia da viagem para Portugal. Ainda não tinha feito a mala. Sonhava com as preocupações inerentes às inaugurações, quase simultâneas, das três lojas da QueerNovus em Portugal. Mas havia no sonho de Gabriel algo estranho mas bom e suave. Apaziguante.

Acordou… Sentia em seus lábios os lábios de Tomé. Deleitado, não se moveu. Não teriam sido capazes de sair dali sem tornarem físico aquele desejo ardente de se possuírem. De se sentirem dentro um do outro. Mas finalmente levantaram-se.


– Tomé, amor, fizeste as malas? – Gabriel olhava quatro malas à entrada do quarto enquanto Tomé tomava banho. – Oh… Que querido.

– Aproveitei que o meu Anjo dormia para ir adiantando serviço ou achas que tínhamos feito amor logo pela manhã se ainda tivesses que ir fazer as malas? Logo tu… - Ria-se.

– Oh, não demoro assim tanto. Mas assim sendo só me falta tomar um duche. Vou entrar. Despachamos isto mais rápido se tomarmos banho a dois.

– Ou não…











Correram já dez meses desde a chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro: O Porto estava igual. Havia agora mais prédios novos e nus de detalhes que, há quinze anos, eram os bonitos prédios antigos da cidade. As obras, essas mantinham-se. Foram de metro até Carolina Michäelis. Gabriel tinha um apartamento na Barão de Forrester, apartamento que a mãe lhe havia oferecido quando, no Porto, Gabriel arranjara o primeiro emprego como Vice-Presidente do núcleo de Comunicação de um grupo de pronto-a-vestir.


Todos os acontecimentos foram perfeitas desculpas para Gabriel e Gonçalo se encontrarem. Os convites, o catering, e outras infinitas preocupações tornavam-se pretextos para Gabriel pegar no carro ao fim do dia, já a roçar a madrugada do dia pr

óximo, e ir até casa do Gonçalo, umas vezes sozinhos outras com Tomé, mas sempre ao som de Freddy Mercury. Ora um I want to break free, ora um Bicycle Race. A livraria do Porto estava finalmente inaugurada. Situada em plena Avenida da Boavista num espaço acolhedor que outrora havia sido o bar/restaurante Triplex. Faltava agora inaugurar as lojas de Lisboa e Faro.




Tocou o telefone na entrada do terceiro piso do ex-Triplex:

– QueerNovus, bom dia. – Dizia a doce voz de Raquel, assistente

pessoal de Gabriel. – Em que posso ser-lhe útil?

– Bom dia. Uma chamada do Dr. Gonçalo Neves para o Dr. Gabriel Sacadura, por favor.

– Ah, olá Clara. Um momento por favor. – E do outro lado

ouvia-se Beethoven. – Doutor, uma chamada para si. É o Dr. Gonçalo.

– Obrigado Raquel. – Gabriel perguntava-se o que quereria Gonçalo logo pela manha. – Olá garoto, como vais?

– Bem. – Cada palavra era dita com peso e pausadamente. – Precisamos de falar. Não me sinto muito bem. Depois da nossa conversa as ‘coisas’ deste lado estão difíceis. Ajuda-me. Apanho o primeiro avião desta tarde para o Porto.

– Calma. Vem. Eu vou almoçar com o Tomé ao Chiado, no Shopping Cidade do Porto, mas depois estou livre. Avisa quando chegares que mando alguém buscar-te. E tem calma. Não gosto de te “ver” assim.

– Obrigado.

– Oh… Beijo. – Gonçalo desligou. Gabriel pegou no blaser e saiu. – Raquel ligue para minha casa, o Tomé ainda deve estar a dormir. Diga-lhe que vou a caminho e que vamos almoçar ao Chiado. Venho buscar uns documentos às duas e depois já não devo voltar.






4 comentários:

O que te vai na alma!! disse...

LOLOL.. espero k seja o mm espaço... e nao os mesmos preços... LOL


gostei... mas ainda te faltam as ideias pro final nao é? k rumo dar a historia... tu consegues, tens imaginaçao para isso...

abraço

Martinha disse...

Mais uma vez, gostei deste capítulo... Agora só falta mesmo um desfecho.
Beijinho *

pedropina disse...

essa imagem do trolley é-me muito familiar meninu fliphugo!!!

Felipe Nunes disse...

é sim pedrito.. roubei-ta... descaradamente! hehe