sábado, 28 de abril de 2007

através de ti espero

Pela primeira vez vou postar sem pensar no texto, sem o rever atentamente, sei que a pessoa a quem se dirige o post não o vai ler. Pelo menos não hei-de ser eu a dizer-lhe para cá vir ler. (Não vou escrever para ti, B. Dou-te descanso desta vez!)


Disseste, - e desculpa a ousadia de tratar-te por tu - Rui, que:


"O Deus em que acreditamos, em quem pomos a nossa confiança, é um Deus de Vida! Por vezes olhamos para a nossa própria existência e sucumbimos perante uma floresta de dúvidas, incertezas, problemas ou simplesmente questões que nos tiram a tranquilidade. Alturas há, em que isto nos leva a pensar sobre nós mesmos ou sobre os outros ou sobre as estruturas que nos envolvem e que, parece, todos os dias nos imputam novas missões ou obrigações. Noutras ocasiões, simplesmente não pensamos, ou porque é difícil, ou simplesmente porque não há tempo… Então começamos a deixar de viver, passamos a sobreviver…"

Hoje, preparei-me para te falar de mim, para falar de mim ao Padre Rui, mas não deu. Estamos destinados a não conseguir falar à primeira vez e a adiar conversas. Conversas como a que íamos ter hoje, uma conversa que espero que através de ti espero que chegue a Deus. Não te ia contar grandes novidades, não te ia revelar aquilo que acho que me define como pessoa e que me faz confusão como pessoa cristã.


Queres ouvir-me, Barnabé?






















domingo, 15 de abril de 2007

Dois sabores diferentes,...

Quando um mesmo capítulo tem duas histórias o escritor fala das duas como uma só. Pensa que pode enganar o mundo e achar que pode ver somente aquilo que deseja. Caríssimos, lamento informar-vos mas, o escritor pode fazê-lo. Já eu, na minha simplicidade de ser simples e complexo, nada mais posso fazer que mostrar-te o lado que queres ver. Consigo separar as duas histórias mas não deixar de vivê-las.



Uma é a história de um poeta capaz de interpretar o Camões prometido e dizer que “ditoso seja” eu por te amar. Um poeta de amores.




Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.


Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.


Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.


Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.

Luís de Camões



Outra é a história do teu amigo, B., que é capaz bater e pé e…



Acabaste por não vir almoçar comigo. Chegaste tinha eu acabado o sumo natural de laranja e ananás. Uma mistura agradável mas diferente. Dois sabores diferentes, como nós. Tu introvertido muito calado e eu, por outro lado, sempre pronto a proclamar problemas, novidades e fúteis assuntos.


Hoje vou a tua vez… a dos dois… Falámos, desabafámos, digerimos alguns assuntos e conseguimos perceber que afinal o que faltava em mim era simplesmente encostar-te à e dizer “Merda, B., se não confiar-mos um no outro ao ponto de separar-mos o ‘eu amigo’ do ‘eu apaixonado’ não nos vamos entender como amigos nem passar esta fase de eu não falo contigo sobre isto ou aquilo porque te amo e tu não falas comigo sobre isto ou aquilo porque te amo.


Conseguimos ultrapassar essa fase mutuamente e chegar-mos à conclusão que podemos ser bons amigos embora seja para qualquer um de nós difícil de esquecer o que sinto por ti.







E também foi um bom passeio. Tivemos ali daquele lado. Bem giros os cães.





Adeus “nevoeiro”. A cor de hoje foi o vermelho. Afinal tu escolheste a cor. À tarde – Vermelho Lion of Porches! À noite – Vermelho Gant! Vermelho…








Obrigado...

=)

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Cores da Vida...

Rosa Choque?? Amarelo?? Que cor bonitas.. Tente agora imaginar a merda de um cinzento ou de um preto eléctrico...

Preferem a ponte da Arrábida ou a do Freixo? Sou tão parvo... May be a wish, but not a solution..



Não que este seja O post... é mais um comentariozito..


A manhã até correu mais ou menos bem... agora (ver o meu comentário ao artigo "Nevoeiro" no blog Paineis de Aveiro.) a minha vida, o meu coração, está com bastante nevoeiro...
Pouco me resta dizer para além de um reforçar ao "why?" do nick André, que por acaso é o meu "why?" no meu comentário ao primeiro post de "O que te vai na alma!!"



Se calhar logo posto alguma coisa... Camões... Apetece-me falar de Luís Vaz de Camões!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Tudo me sabia assim: doce e amargo


Acordei nessa manhã como noutra qualquer com a luz da sol matutino a entrar pela janela do nosso quarto. Mas, havia uma diferença, já não estavas ao meu lado na cama. Como todos os dias tinhas estado. Mais do que sentir falta do teu corpo ali ao lado na cama, senti falta do teu doce acordar. Do toque macio da tua pele. Depressa percebi, pelo pequeno-almoço que me preparaste, a razão da tua alva ausência. O meu sumo de laranja e um yogurt CoconutLight. Só tu me conheces assim tão bem…


Entre os teus beijos e afagos lá fui começando o doce sumo amargo de laranja.. Tudo me sabia assim: doce e amargo – era bom ter-te ali comigo. Era bom sentir a tua pele a tocar a minha a todo e qualquer momento. À noite quando te aconchegavas na almofada depois de um só nos tornar-mos. Mas aquela primeira refeição era preciosa para mim.


Ouviu-se então aquela música horrível das Pussycat Dolls. Don't Cha?? Oh Poseidon… Ainda é tão cedo… é mesmo necessário os vizinhos terem a música tão alto?

Escusado será dizer que por causa deste barulho fiquei sem pequeno-almoço, sem sonho. E SEM TI!


É claro que tudo isto aconteceu na noite daquela nossa conversa onde tentava perceber o que falta entre nós… Simplesmente o que falta para que confies em mim.. Não te conheço: não falas sobre a tua família, os teus amigos, os bons e os maus momentos, não falas sobre os teus problemas ou o que te atormenta…

E depois de te confrontar com isto dizes-me que não sabes o que me dizer e que achas (ACHAS? Olha… fode-te!?) que nada falta em mim para que fales mais comigo. Parece-me lógico o que disseste depois: Falarmos sobre outras pessoas é complicado por causa dos meus sentimentos… e depois desta mensagem só em apetecer apagar o “Olha… fode-te!?” (prometi a mim mesmo que não apagava nada do que já tivesse escrito a não ser que tivesse mal escrito…). Apetece-me isso e chorar… acabaste a mensagem com um “e se te falar de certos assuntos parece que te vou tar magoar +”…


Magoar mais? Não te posso culpar (apesar de já o ter desejado) pela mágoa que tenho “por não gostares de mim nem metade do que gosto de ti” (cantem tenores ou chorem viúvas,… 21/03/’07)



Desculpa se nem sempre consigo dizer o que me vai na alma!!






quarta-feira, 4 de abril de 2007

..there are moments when I don’t know if it’s real or if anybody feels the way I feel..




Fernando, só Fernando, poderia ser como falamos de Fernando Pessoa – ao invés de Pessoa. “Tratá-lo” por Pessoa é só em si uma contradição. Fernando é um homem de grandes talentos e dos mais diversos heterónimos. Caeiro e Reis são exemplos de homens que Fernando guardava dentro de si e que soltava nas então páginas em branco.

É assim o homem – o que julgam? –, um misto de personalidades e sentimentos. Somos, todos e cada um de nós, um Fernando sem queda para a escrita mas para a estupidez. E sim eu também sou estúpido, sou mais do que isso… Sou realmente um parvo que precisa de encontrar um (novo?) sentido para viver. Não que tenha perdido o Norte, o meu sentido, mas e a K. diz a mesma coisa: “Precisas de andar para a frente. O tempo é a solução de muitos dos nossos problemas, o tempo tudo resolve!”


Sim K., eu sei que prometi que falava de Fernando Pessoa e não de B., mas é mais forte do que eu. O amor é mais forte do que eu… e apesar da nossa conversa ter sido cheia de “não sei” da minha parte se há coisa que sei é que o meu sentimento por B. não é uma coisa que se ultrapasse de um momento para o outro. E se, B., a vossa separação me devia ter trazido algo de positivo não trouxe. Talvez apenas mais tempo contigo, mas há sempre aquela estória “da proximidade e da distância, a proximidade da distância e a distância da proximidade. [Como te dizia no outro dia.] Bem, que confusão. No fundo o que queria dizer com tudo isto é que tenho pena de um ano depois estar tão longe de ti quando o meu coração está tão perto e saber que tenho o teu coração tão longe quando tão perto estamos.”


E como já falei (até do que não devia) termino aqui!


(Grande filme! =D)
Way Back Into Love


I’ve been living with a shadow over head

I’ve been sleepin’ with a cloud above my bed
I’ve been lonely for so long
Trapped in the past, I just can’t seem to move on

I’ve been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need them again someday
I’ve been setting aside time,
To clear a little space in the corners of my mind

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
Ohh

I’ve been watching but the stars refuse to shine
I’ve been searching but I just don’t see the signs
I know that it’s out there
There’s got to be something for my soul somewhere

I’ve been looking for someone to shed some light
Not just somebody to get me through the night
I could use some direction,
And I’m open to your suggestions

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And If I open my heart again
I guess I’m hopin’ you'll be there for me in the end

There are moments when I don’t know if it’s real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration, not just another negotiation

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And If I open my heart to you
I’m hopin’ you'll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I'll be there for you in the end

quinta-feira, 29 de março de 2007

das paragens sem destinos e dos destinos sem paragem

Tu – Por vezes n te fartas do k te rodeia k so da vontade d fugir pra outras paragens.. ??

Eu – Farto.. Farto-m das paragens sem destinos e dos destinos sem paragem! E tu, d q te fartas?



Bem… e para ti por hoje chega!, sabes tou feliz… A S. e o C. tão juntos de novo. Como sempre deviam ter estado. Tão lindos que eles ficam… e eu e a Puxa ali às voltinhas no NorteShopping.



– Por vezes n te fartas do k te rodeia k so da vontade d fugir pra outras paragens.. ??

– Farto.. Farto-m das paragens sem destinos e dos destinos sem paragem!

Farto-me de amar.. de sentir… farto-me de chorar! Só não quero fugir dos problemas. Até porque sei que não vale a pena B., sei que fugir ao que sentimos não é a melhor solução. Essa, a melhor solução, é acreditarmos que conseguimos esquecer e que conseguiremos, mais tarde ou mais cedo, ultrapassar esses problemas…

Sinto, mais do que sei, que tas longe. Não, não é esse longe… é aquele longe que sentes quando dás o teu coração a alguém que o já tem preenchido. Mas… Se a mim quero convencer que consigo esquecer-te tenho que parar com esta merda de escrever para ti quando sei que lês mas que não entra.. Sim, eu sei que entra e que sabes que vem do fundo do coração, ou qualquer outro órgão ao qual querias atribuir os sentimentos, mas… enfim tu sabes o mas… tu sabes, tão bem ou melhor que eu, que não marca e que é como um qualquer bonito (ou não!) texto sobre um qualquer sentimento tão ou mais bonito!

quarta-feira, 21 de março de 2007

cantem tenores ou chorem viúvas,…


Acabei de chegar a casa. Aterrado na cama depois de uma longa viagem pela vida está o meu corpo, sossegado como quem dorme, triste como quem chora numa revolução eterna. Triste como quem chora não: a chorar… se dizia que outrora havia perdido o “dom das lágrimas” eis que ele voltou. Foi um bom fim-de-semana. Tivemos algum tempo juntos, mas a distância da proximidade levou-me a cair do precipício, dar o passo em frente quando tentava andar para trás na vida. Tentava não me lembrei de ti não me lembrar que tudo o que passamos – como amigos – não aconteceu, que tudo o que nos une é simplesmente isso: algo que por coincidência temos em comum. Que ao nos cruzar-mos na rua nada mais levas eu o meu mais comum cínico e distante Olá tudo bem?. Imaginar que não posso trocar mensagens contigo porque nem o teu número tenho e fingir que não me preocupo contigo para não ter que me preocupar com o que sinto em relação a ti.

Mas, nada disto é possível, não conseguiria cruzar-me contigo sem pensar o quão importante és para mim, sem sentir o mais leve toque da tua pele na minha, sem desejar profunda e ardentemente beijar-te. Tocar em teus lábios.

Não entendo porque me perguntam porque gosto tanto de ti, porque me importo contigo. Só sei que nada mais respondo que um sincero: Sim, não é, sem duvida nenhuma, uma divindade grega ou romana. Não posso dizer que emanava beleza mas é, indubitavelmente, alguém cuja beleza se esconde no mais silencioso respirar, no brilho mais luminoso dos seus olhos, na leve brisa do ar entre os seus cabelos, enfim, em cada gesto seu.


És adorável em cada vírgula e em cada reticência do teu falar – e olha que as reticências são muitas –, és adoravelmente amável em cada laivo de ingenuidade. Adoro-te.. oh merda… AMO-TE em cada segundo, em cada lugar,… amo-te faça chuva ou raie o sol, cantem tenores ou chorem viúvas,… amo-te até quando te odeio por não me amares, por não gostares de mim nem metade do que gosto de ti,…